27 de jul de 2017

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Terceira bancada? Vereadores de Cuité seguem linha independente na Câmara

Um fato novo vem chamando a atenção de todos que acompanham de perto a política de Cuité, Curimataú paraibano, sobretudo, o Legislativo Municipal. É que, no retorno dos trabalhos legislativos da Casa de Manoel Felipe dos Santos, na última segunda-feira (24), dois vereadores da base aliada do prefeito Charles (PSL) tiveram discursos fortes em defesa dos seus mandatos e desentalaram uma espécie de “grito preso na garganta”.

Joventino Pontes (PSL), vereador de sete mandatos no legislativo cuiteense, fez inúmeras cobranças para a sua comunidade e teceu críticas à gestão municipal. Segundo ele, o Distrito do Melo continua abandonado, assim como nas outras gestões. Já o novato na Casa, vereador Francisquinho das Cabaças (PSL) foi mais suave, cobrou ações para a sua comunidade, como um carro para fazer o transporte de doentes, mas não deixou de dar uma alfinetada na gestão. Com o comportamento, os parlamentares deram a entender que o prefeito não está atendendo seus pleitos.

O posicionamento, segundo opinião do blogueiro Dema Macedo em uma publicação recente, é de uma bancada independente. Tese que se confirma, uma vez que os parlamentares não seguiram a determinação do prefeito, que, segundo vereadores da oposição – na mesma sessão desta segunda –, o prefeito teria reunido os edis da sua base e pedido aos mesmos para não colocar requerimentos na Câmara Municipal.

O fato mostra que o prefeito Charles não está tendo o diálogo que deveria com o Legislativo. Além de ter minoria, o chefe do Executivo não se preocupa em manter alinhada a sua base ou até mesmo buscar ampliá-la, acha que não precisa. Contudo, haverá um momento que o apoio da câmara será primordial, mas não se sabe se terá depois das declarações direcionadas à bancada majoritária e ao seu presidente.

Após o episódio do cancelamento da sessão de prestação de contas da saúde por uma ordem, via celular, da ex-prefeita Euda Fabiana (PMDB), Charles disparou em alto e bom som que “o Legislativo de Cuité não tem presidente e o comando do mesmo vem de fora”.

Contudo, o parlamento cuiteense poderá marcar a história da serra se tomar o destino sugerido no título da matéria, só depende do prefeito. O mesmo deve ter diálogo com a Câmara como um todo – aliados e adversários – afinal, não se governa só e o modelo imperialista não se aplica a política moderna.


POLITICANDOPB

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