31 de jul de 2017

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Com regimento ultrapassado, Câmara de Cuité deixa vereadores quase sem fala

A crise política que vive o país fez com que houvesse uma renovação na política brasileira no pleito de 2016 – e a tendência é que continue nos próximos –, contudo, apesar de renovada, a Câmara Municipal de Cuité, Curimataú paraibano, mantém um regimento arcaico e que tira de quem tem disposição e preparo o direito de discursar e debater temas na tribuna daquela Casa Legislativa.

Com apenas duas sessões por semana, as segundas e quintas, os vereadores só tem pouco mais de uma hora de sessão, em raros casos chega às 2 horas. O modelo antigo de aprovação da ata da sessão anterior toma quase meia hora com uma leitura enfadonha e que nem mesmo os vereadores, em sua totalidade, prestam atenção. Há câmaras da região que já enviam a pauta para os emails dos edis e na hora da sessão apenas a coloca em votação.

Contudo, sem pequeno e grande expediente, com um expediente único, resta aos parlamentares algo em torno de 5 minutos para a defesa dos seus requerimentos e a participação em algum debate em pauta. Ao líder do partido ou da bancada, o tempo dobra para 10 minutos. Calculado pela quantidade de vereadores – que são 11 – a sessão não chega a 1h30, como nesta segunda-feira (31), quando a mesma começou às 20h e terminou as 21h15.

Antes, até se falava em falta de assunto, o que não pode ser dito nos dias atuais, uma vez que é notável a vontade dos parlamentares de darem continuidade aos seus discursos, mas tem seus tempos encerrados pela presidência ao final dos poucos minutos que são disponibilizados.

Como tudo muda, é preciso que os nobres parlamentares cuiteenses repensem e alterem essa carga horária de trabalho e toda a logística das sessões. Quero crer, e prefiro acreditar, que a culpa seja do velho regimento, do contrário, pode se tornar vergonhoso.

Politicando, com Flávio Fernandes

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