19 de jun de 2017

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Enquanto se pede PM para vereadores, zona rural de Cuité sofre com violência

A população de Cuité, Curimataú paraibano, ficou surpresa ao assistir a sessão da Câmara Municipal da última segunda-feira (12) com a presença da Polícia Militar (PM) para, de acordo com o presidente da Casa, vereador Geraldo Leite (PSDB), conter os baderneiros e dar segurança aos parlamentares. O fato, nunca visto na Casa de Manoel Felipe dos Santos, chama a atenção porque enquanto lembraram de pedir segurança para protegê-los do povo, que se revolta vez ou outra com as atitudes do Legislativo, esqueceram que as comunidades rurais vivem dias tensos com uma onda de violência.

Entre os casos que mais chamaram a atenção e assustaram os moradores está um arrastão em uma festa, o caso de um agricultor que para não perder sua moto desferiu dois golpes de faca contra o assaltante quando seguia da cidade para a zona rural, uma casa vítima de bandidos dois dias seguidos, além de registros de arrombamento com agressão a idosos, dentre outros. O problema nem sempre está na polícia, que não adivinha por onde anda os bandidos, mas nos que se propõem ser “a voz do povo”, que perdem os poucos minutos de trabalho em uma sessão discutindo política partidária.

Em comunidades onde esses fatos aconteceram, inclusive, tem parlamentares que se autodeclaram “donos” dos votos, mas só dos votos e não dos interesses dos votantes. Talvez não saibam mesmo desses problemas enfrentados pela população da zona rural, pois são poucos os que voltam às comunidades para ouvir seus anseios após as eleições. Infelizmente, para muitos, o povo é tido como produto que tem preço e data para fechar negócio; de dois em dois anos.


POLITICANDOPB
Imagem: Blog do Dema

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