20 de jun de 2017

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Agenda apreendida pela PF teria informações bombásticas sobre obra da Lagoa

As perspectivas da Operação Irerês são cada dia mais sombrias para a gestão do prefeito Luciano Cartaxo (PSD).

Uma informação vazada nesta terça-feira (20) da sede da Polícia Federal dá conta que foi apreendida na sala do proprietário da Empresa Compec uma “agenda bombástica” contendo informações estratégicas sobre a execução orçamentária da obra.

Está comprovado o superfaturamento de pelo R$ 6,4 milhões no projeto de revitalização da Lagoa do parque Sólon de Lucena.

Com a quebra do sigilo da operação, se torna público tudo aquilo que se encontra no campo das especulações. Foram apreendidos documentos e equipamentos em escritório e residência de sócios da empresa contratada da PMJP para realizar a obra.

O processo contém seis volumes com mais de 700 páginas com laudos periciais de engenheiros e peritos da Polícia Federal.

Esta semana, a Polícia Federal pediu a suspensão da função pública do secretário de Infraestrutura de João Pessoa, Cássio Andrade, que é um dos investigados pelo órgão e pelo Ministério Público Federal (MPF) que investigam a gestão do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) por suspeita de superfaturamento na obra da Lagoa. Diante do pedido, o MPF deu parecer favorável.

No pedido realizado no dia 31 de maio de 2017, o MPF destaca que a permanência de Cássio Andrade na gestão de Cartaxo poderá interferir diretamente nas investigações, seja destruindo provas ou intimidando demais servidores subalternos.

Auditoria da Controladoria Geral da União realizada em setembro de 2015 identificou uma série de ilegalidades na obra.

A fase final da investigação deve indicar a responsabilidade de cada um dos investigados e identificar o caminho para onde todo esse dinheiro foi desviado.

Desde o início de 2015, a polêmica em torno das irregularidades nas obras da Lagoa vem se arrastando e se transformou em um enigma que tem intrigado a população de João Pessoa.

Onde foram depositadas as 200 mil toneladas de lixo que teriam sido retiradas pela prefeitura da Lagoa do Parque Sólon de Lucena?


Fonte: RPN Online

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