7 de fev de 2017

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Sindicalista critica ex-presidente de sindicato rural de Cuité; vereador rebate “foi desnecessário”

Durante participação no programa “Rádio Debate” da última sexta-feira (03), o sindicalista Alexandre Fonseca fez duras críticas ao ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cuité, Curimataú paraibano, Everaldo Andrade. No sábado (04), o vereador Evanuel Moreira (PMDB), que era vice-presidente da entidade, rebateu e disse que a declaração foi desnecessária.

No último dia 31, Alexandre Fonseca foi eleito, através de escolha popular, presidente da junta governativa que assumiu o comando do sindicato até que uma nova eleição seja realizada para a escolha da nova presidência. A eleição deveria ter acontecido no ano de 2015, mas foi judicializada após uma ação movida contra uma das chapas. Neste período, mesmo fora do mandato, o presidente continuou a frente da entidade.

De acordo com o presidente da junta, ao assumir o sindicato só encontrou R$ 103 de saldo na conta bancária da entidade e que com três dias sob o seu comando arrecadou mais de R$ 1,5 mil. Alexandre questionou para onde foi o dinheiro dos anos em que o ex-presidente esteve a frente do sindicato. “O ex-presidente não é digno de estar naquela casa. Se eu fosse ele não teria coragem de lançar uma chapa para as próximas eleições. Ontem eu não dormi pensando: o que faziam com o dinheiro que entrava naquela casa do agricultor?”, indagou.

No dia seguinte, o ex-vice-presidente do sindicato, vereador Evanuel Moreira (PMDB), rebateu as acusações de Alexandre e disse que o valor deixado não foi só o mencionado. “Eu conversei com o tesoureiro e ele disse que ficou mais de R$ 800 em caixa. Eu acho que ruim era se tivesse ficado devendo a comerciante e fornecedores. Ele está distorcendo”, disse.

Para o vereador, a declaração do presidente da junta foi desnecessária. “Foi desnecessário. Ele podia ter vindo tranqüilizar os agricultores, dizer que está presidindo uma junta, que vai acontecer a eleição normal, que o pessoal ficasse tranqüilo e depois cada candidato viesse dizer o que está desmantelado e o que pretende melhorar”, rebateu.

A junta governativa foi eleita para organizar a eleição do sindicato e é composta por integrantes das duas chapas. A mesma terá 30 dias após a sua formação para preparar o pleito e 30 dias após a eleição para organizar a entidade e entregar o comando à chapa vencedora. A eleição deve acontecer no dia 2 de março. Duas chapas devem disputar a presidência, uma encabeçada pelo ex-presidente Everaldo Andrade e a outra pelo vereador Francisquinho das Cabaças (PSL).


POLITICANDOPB

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