1 de dez de 2016

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Juiz paraibano diz que a classe política ‘pode vir quente’, que o Judiciário ‘está fervendo’ sobre medidas anticorrupção

O juiz José Ramos Ferreira Júnior e o procurador-chefe substituto do Ministério Público Federal, Marcos Queiroga, discutiram as mudanças nas medidas anticorrupção votadas pela Câmara dos Deputados, na madrugada da última quarta-feira, que modificou seis das dez medidas de combate a corrupção enviadas pelo MPF ao Congresso Nacional.

Em entrevista ao programa Master News, da TV Master, na noite desta quinta-feira, 01, o magistrado Ferreira Júnior afirmou que a ação dos parlamentares é, claramente, uma retaliação ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, mas complementou afirmando que os juízes e promotores não se assustam com a situação e não vão se intimidar, “podem vir quentes que estamos fervendo”, disse.

procurador-marcos-queirogaO procurador Marcos Queiroga disse que muitos senadores que apoiaram a votação da medida, já no Senado, em caráter de emergência, são acusados de crimes, ele destacou que a maioria dos senadores não aprovou a urgência e a matéria será votada em outro momento, após análise.

Questionados se haverá impacto na Operação Lava Jato, Queiroga destacou que “pior que as mudanças devido à retaliação, são os mecanismos que deixaram de ser aprovador porque foram retirados da matéria, isso é mais grave”.

Ferreira Júnior falou sobre reunião realizada hoje pela manhã em João Pessoa com representantes dos poderes para se mobilizar, “nos reunimos para debater o assunto, nãos e trata de uma pauta corporativa, mas de uma pauta para a sociedade, precisamos ter a liberdade de agir e analisar projetos de acordo com as provas existentes, se não for a contento, há recursos, não podemos ser tolhidos dessa análise”, pontuou.

Ferreira Júnior e Marcos Queiroga finalizaram pedindo que a sociedade se mobilize contra as ações do Congresso Nacional, “conclamo cada cidadão, vá às ruas, fale com sue deputado nas mídias sociais e diga não a ‘medida da meia-noite’ precisamos acreditar nos 2,4 milhões de brasileiros que assinaram o projeto das dez medidas e não no que os deputados que tem débitos com a justiça estão fazendo mudando tudo o que estava previsto no projeto original”, finalizou o magistrado Ferreira Júnior.


Polêmica Paraíba

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