12 de nov de 2016

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CÁSSIO 2018: Ou se reinventa ou não convence mais – Por Milton Figueiredo

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Brasil, Brasília, DF. 23/11/2007. O governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, discursa durante convenção nacional do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), em Brasília, Distrito Federal. – Crédito:DIDA SAMPAIO/AGÊNCIA ESTADO/AE/Codigo imagem:35233

O mundo está passando por mudanças radicais em todos os setores. As pessoas estão mudando a forma dos relacionamentos, a forma de encarar o mundo e, principalmente, a forma de votar, nos países onde existe regime democrático na escolha dos seus líderes políticos.

O tsunami do pensamento contrário aquilo que é populista é verdadeiramente revolucionário. No Brasil, a classe política que se aproveitou durante décadas de valores como boa aparência, romantismo, boa oratória, saudosismo, assistencialismo e fabricação midiática de personalidades corre sérios riscos de desaparecer.

O momento é outro. O mundo mudou e vai mudar ainda mais, numa velocidade muito rápida.

Um político paraibano que, apesar do seu tamanho, deve sentir isto duramente nas próximas eleições é o atual senador pelo PSDB da Paraíba, Cássio Cunha Lima.

Habituado a fazer campanhas políticas com apelos predominantemente emotivos, com frases de efeito pré-fabricadas, muitos beijos e abraços, Cássio terá que se adaptar nas próximas eleições, se é que será candidato a algo majoritário, a trazer projetos e propostas de trabalho verdadeiramente possíveis de execução e que possam resolver os problemas sociais de forma objetiva, que não são poucos.

As pessoas estão decidindo optar por aqueles nomes que tenham trajetórias vitoriosas, representadas por trabalho duro e muita técnica. E os exemplos estão aí, somente para citar alguns nomes: Ricardo Coutinho, que conquistou a Paraíba, Romero Rodrigues, que venceu em Campina com sobras – apresentando um perfil muito mais técnico e menos político, o empresário João Dória, em São Paulo e até mesmo, num exemplo mais global e recente, o mega empresário norte-americano Donald Trump.

As dificuldades para os políticos profissionais como Cássio são tão explícitas que, nestas últimas eleições municipais teve sua imagem e vinculação quase que totalmente evitada ao lado dos seus aliados, principalmente nos grandes colégios eleitorais, para não correr riscos de comprometer os resultados.

Cássio já foi deputado federal por dois mandatos, prefeito de Campina Grande por três vezes, superintendente da Sudene, governador da Paraíba por duas vezes e atual senador da república. Dessa forma, carrega também, inevitavelmente, uma parcela da culpa dos problemas sociais do estado que quando esteve no poder não conseguiu solucionar, nem tampouco projetar um horizonte que pudesse minimizar a questão, como por exemplo a crise hídrica em Campina Grande.

Não somente Cássio, mas toda a família Cunha Lima que queira disputar cargos majoritários, a partir de agora tem que ser – zero poesia, zero beijo e abraço e zero frases feitas. As ideias que irão expor tem de ser plataformadas em cima das demandas reais da sociedade, com sugestões de soluções administrativas minimamente executáveis, com métodos e técnicas claras.


Jornalista MILTON FIGUEIREDO – OPINIÃO

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